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Manutenção preventiva de bomba em condomínio: o que fazer e de quanto em quanto tempo

Por João Freire, Poti Bombas24 de agosto de 20267 min de leitura

Resposta curta: A maioria das paradas de bomba em condomínio é previsível: ruído de rolamento, selo começando a vazar, contator marcado e bomba reserva que ninguém testa. Uma rotina de inspeção pega esses sinais antes de virarem emergência de fim de semana.

Bancada de oficina com ferramentas organizadas para manutenção de bombas
Bancada de oficina com ferramentas organizadas para manutenção de bombas

Casa de bombas é o tipo de instalação que ninguém visita até faltar água. E quando falta, vira reclamação no grupo do condomínio no mesmo dia, sempre num sábado.

Este texto é para síndico e zelador: o que olhar, com que frequência, e quais sinais aparecem antes da parada.

A conta que ninguém faz

Uma troca de rolamento programada custa uma fração de uma substituição de emergência. E não é só o preço da peça.

Em emergência você paga deslocamento fora de hora, aceita o equipamento que estiver disponível em vez do adequado, e ainda assume o desgaste de ter o prédio sem água. Em preventiva você escolhe a data, o equipamento e o fornecedor.

Os sinais que aparecem antes

Sinal O que está acontecendo Prazo típico até a parada
Ruído novo, chiado ou rangido Rolamento em fim de vida Semanas
Poça de água embaixo da bomba Selo mecânico vazando Semanas, e a água vai para o motor
Contator marcado ou ruidoso Contato desgastado no quadro Imprevisível, pode falhar hoje
Motor mais quente que o normal Sobrecarga, ventilação ou tensão Semanas
Pressão oscilando no prédio Tanque sem pré-carga ou pressostato Já está desgastando a bomba
Bomba ligando toda hora Vazamento na rede ou ajuste errado Encurta a vida do motor

Nenhum desses sinais precisa de instrumento para ser percebido. Precisa de alguém entrando na casa de bombas com alguma regularidade.

A bomba reserva que não é reserva

Esse é o achado mais comum em condomínio, e o mais perigoso.

O sistema tem duas bombas, uma trabalha e a outra é reserva. Só que a alternância está desligada há anos, ou nunca foi configurada. Resultado: uma bomba rodou sozinha esse tempo todo e está no fim da vida, enquanto a outra está travada de tanto ficar parada.

Quando a primeira para, a segunda não assume. O condomínio descobre no pior momento que tinha uma bomba, não duas.

Teste simples: peça para alternar manualmente e deixar a reserva trabalhar por um período. Se ela não partir, ou partir com dificuldade, o problema já existe.

O que entra numa rotina de inspeção

  • Bombas: ruído, vibração, temperatura, vazamento pelo selo e fixação da base
  • Alternância: testar de fato as duas bombas, não só verificar se o painel está ligado
  • Quadro de comando: contator, relé térmico, aperto de conexões e sinalização
  • Pressurização: pressostato e pré-carga do tanque hidropneumático
  • Proteções: boia de nível e proteção de falta d’água, que é o que impede a bomba de rodar seca
  • Sistema de incêndio: teste de partida da bomba, que é justamente a que fica parada esperando o dia em que vai ser necessária
  • Registro: relatório do que foi verificado, com foto

Esse último item parece burocracia, mas é o que permite ao síndico prestar contas e ao próximo síndico saber o que já foi feito.

Sobre a bomba de incêndio

Bomba de incêndio tem uma característica cruel: ela passa a vida inteira parada. E equipamento parado trava, oxida e desanda em silêncio.

Testar a partida com regularidade não é excesso de zelo, é a única forma de saber que ela funciona. Descobrir que não funciona no dia do incêndio é a definição de tarde demais.

Frequência

Não existe número único, porque depende do porte. Um conjunto pequeno, com uma bomba de recalque, pede uma rotina mais espaçada que um prédio com pressurização, reserva e sistema de incêndio.

O que funciona na prática é definir a frequência depois de uma primeira inspeção, olhando o estado real da instalação, e não copiar um intervalo de outro condomínio.

Três coisas que o síndico pode fazer amanhã

  1. Entrar na casa de bombas. Escutar, olhar se há água no chão e sentir se o motor está anormalmente quente.
  2. Perguntar quando a reserva foi testada pela última vez. Se ninguém souber responder, você já achou um problema.
  3. Verificar se existe proteção de falta d’água funcionando. É a peça que evita a queima mais cara e mais comum.

Como a gente atende

Fazemos inspeção, relatório por visita, reparo com orçamento aprovado antes e temos oficina própria, o que permite recuperar peça em vez de esperar reposição. CNPJ ativo e nota fiscal, que costuma ser exigência para prestação de contas.

Se quiser, manda uma foto da casa de bombas do seu condomínio no WhatsApp. Dá para adiantar bastante coisa só olhando.

Faça seu diagnóstico

João Freire, responsável técnico da Poti Bombas
João FreireResponsável técnico da Poti Bombas, oficina de manutenção de bombas hidráulicas e motores elétricos em Neópolis, Natal/RN. Nota 5,0 no Google.

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Manda uma foto da bomba no WhatsApp. A gente olha e já diz o que provavelmente aconteceu. Você não precisa saber o nome da peça nem o modelo do motor.

Faça seu diagnósticoAtendimento de segunda a sexta. Nota 5,0 no Google, Neópolis, Natal/RN.